Castigo? Entenda de uma vez o que é disciplina positiva.

08 ago
0 comentário(s)

Muito se fala em educação sem castigo e disciplina positiva, mas afinal, o que é isso?

A verdade é que praticar a comunicação não violenta, investindo no diálogo e na criação de vínculos com os filhos, nem sempre é fácil. Toma tempo e exige um grande autocontrole emocional.

Na prática, os pais acabam recorrendo às ferramentas que conhecem, e em pouco tempo a convivência com as crianças se torna um círculo vicioso entre castigos e recompensas, num cabo de guerra interminável.

Nesse sentido, a disciplina positiva surge como uma filosofia educacional que oferece ferramentas para que mães e pais transformem a relação com seus filhos. O post de hoje fala melhor sobre o assunto. Não deixe de ler!

O que é disciplina positiva?

Baseada no trabalho de Alfred Adler e Rudolf Dreikurs, e amplamente propagada pelos livros da Dra. Jane Nelsen e diversos co-autores, a disciplina positiva é um método para preparar e encorajar crianças e adolescentes pra a vida adulta.

O objetivo é fornecer-lhes recursos para solucionarem problemas e tornarem-se adultos com autonomia, resilientes, responsáveis e respeitosos, além de bem-sucedidos — ou seja, cidadãos felizes que contribuem para o bem da sociedade.

Parte da premissa de que é possível ensinar limites com firmeza e gentileza, sem punição, castigos ou recompensa. Dessa forma, e por meio das conexões — família, escola e comunidade — a filosofia adota um meio termo entre o autoritarismo e a permissividade.

É possível educar sem castigo?

Segundo a Disciplina positiva, sim. O método propõe mais de 50 ferramentas que auxiliam os próprios pais a desenvolverem as habilidades que desejam que seus filhos adquiram, baseando-se no conceito de que as crianças aprendem nos observando.

Além disso, entender a disciplina positiva é compreender que a criança é um indivíduo pleno, de medos, de inseguranças e de desejos, assim como os adultos. Dessa forma, sua educação deve sempre ser sustentada por pilares como o respeito, a empatia e o afeto.

Na prática isso quer dizer deixar castigos, punições e chantagens de lado e adotar o diálogo, os acordos e a rotina em favor da disciplina. Trata-se de abandonar aquilo que cria resistência e afastamento e substituir por ferramentas que promovam conexão, convidando a criança a cooperar.

Como aplicar na criação dos filhos?

Já vimos que a Disciplina positiva dispõe de inúmeras ferramentas e alternativas aos castigos e punições habituais, para ajudar pais e educadores a aplicar os conceitos da filosofia no dia a dia com as crianças.

No entanto, aqui, abordaremos os primeiros passos para a sua aplicação. Acompanhe!

Construa vínculos

Tudo se resume a estar presente. Ainda que o tempo seja escasso, é preciso usá-lo a seu favor, e quando possível estar realmente presente, sem distrações. A construção de vínculos é diária e essencial para o sucesso da criação com apego.

Concentre-se em seu próprio autocontrole

Na verdade, todo esse novo conceito tem muito mais a ver com os pais do que com as próprias crianças. Evitar posturas imperativas e autoritárias, por vezes até agressivas, passa pela desconstrução dos modelos de autoridade nos próprios pais.

Manter o controle nem sempre é fácil, mas as ferramentas ajudam com isso. Se é difícil para adultos, imagine para as crianças.

Ofereça alternativas

Uma das prerrogativas da disciplina positiva é a preocupação com como a criança recebe a mensagem. Assim, ao dar uma ordem, por mais que seja para sua proteção, e que demonstre todo o amor e cuidado com ela, nem sempre ela entenderá dessa forma.

Assim, o ideal é sempre oferecer alternativas. Por exemplo, você pode dizer “jogar bola dentro de casa não é permitido, mas podemos brincar de batata quente com essa almofada, o que acha?” em vez de gritar “pára de jogar essa bola, agora!”.

Acolha os sentimentos da criança

Há momentos em que nenhuma alternativa é suficiente, e que a frustração ou sofrimento são inevitáveis. Acolher o sentimento não significa ceder e atender seu pedido, mas entender que ela está chateada, e legitimar a sua dor.

Nessa hora, além de nomear o sentimento, dizendo que entende que ela está chateada, com raiva ou triste por tal motivo, é importante abraçar e acolher, mostrando que se importa.

Todos concordam que tanto a permissividade quanto o autoritarismo são nocivos, causando ainda mais prejuízos quando combinados, ou seja, quando a mãe ou pai vai de um extremo ao outro frequentemente. A disciplina positiva é justamente a busca pelo meio do caminho, equilibrando firmeza e gentileza.

Se você gostou deste post e quer saber mais sobre educação e desenvolvimento infantil, cadastre-se no nosso blog  e receba nossa newsletter.

Deixe seu comentário