A importância das 5 cores no prato infantil

24 set
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Ter um filho que come de tudo é o sonho de toda mãe, não é mesmo? Mas a verdade é que ver um menino pedindo brócolis está mais para cena de comercial de TV do que realidade. No entanto, é importante garantir uma alimentação saudável colocando sempre 5 cores no prato infantil.

Mas afinal, qual a importância do prato colorido e que alimentos representam cada cor? Como fazer um prato assim para uma criança que diz não gostar de frutas, legumes e verduras?

Para te ajudar nessa tarefa, o post de hoje é sobre o assunto. Explicamos o conceito das cores na alimentação e reunimos algumas dicas para vencer a seletividade dos pequenos. Acompanhe!

Quais os benefícios de uma alimentação colorida?

Uma alimentação rica e saudável deve contemplar os diversos tipos de nutrientes — proteínas, carboidratos não refinados, gorduras boas, frutas e vegetais — de forma equilibrada. Colocar 5 cores no prato garante essa amostra variada, assegurando todos os nutrientes para uma refeição nutricionalmente completa.

Os hábitos alimentares são construídos enquanto criança e impactam diretamente se ela se tornará um adulto obeso, com propensão ao diabetes, problemas de colesterol, maior risco de infarto, entre outros.

Além dos reflexos futuros, no Brasil, os números mostram que a falta de uma alimentação saudável tem se traduzido em um mal para a própria infância, a obesidade infantil. Segundo levantamento da OMS, 7,3% das crianças menores de 5 anos estão acima do peso. Muitas chegam aos 10 anos obesas e 80% dessas mantêm o padrão na fase adulta.

Por isso, é tão importante introduzir o hábito das 5 cores no prato desde a introdução alimentar, quando o bebê é movido pela curiosidade de experimentar e o paladar ainda está sendo formado.

O que representam as 5 cores no prato infantil?

Quais são essas 5 cores e que alimentos compõem cada grupo? A seguir, vamos apresentar cada cor e falar um pouco sobre o valor nutricional de cada uma. Confira!

Verde

Alimentos ricos em fibras, magnésio e vitamina A, como as folhas, verduras e ervas — alface, manjericão, couve-flor, brócolis, pimentão, espinafre e outros. Auxiliam no funcionamento do intestino, fortalecem a visão, atuam na calcificação dos ossos, têm efeito anticancerígeno e promovem a saúde da pele e do cabelo.

Além disso, os de cor verde escura são fontes de ferro, e a vitamina A é responsável pela desintoxicação das células.

Branco

Fonte de energia, os alimentos desse grupo são ricos em carboidratos e calorias, dando o pique para que a criança exerça suas atividades e desenvolva suas habilidades. Além disso, são as maiores fontes de cálcio e potássio.

Arroz, batata, mandioca, inhame e farináceos contribuem para a regulação dos batimentos cardíacos, na formação e manutenção dos ossos e no funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Marrom/preto

Feijão, lentilha, grãos e leguminosas são ricos em fibras, ferro, vitaminas do complexo B e E e proteínas de origem vegetal. Estão relacionados ao vigor e à memória, combatendo a ansiedade e a depressão, além de prevenir doenças cardiovasculares e câncer.

Vermelho

Nesse grupo se encontram as proteínas de origem animal, como as carnes bovinas em geral, fontes de vitaminas do complexo B, ferro e zinco, nutrientes indispensáveis ao crescimento e desenvolvimento do organismo.

Além das carnes, o grupo contempla outros alimentos vermelhos como tomate, pimentão, beterraba, morango e maçã ricos em licopeno, um antioxidante que atua na eliminação de toxinas que prejudicam o organismo e a renovação celular, provocando retenção de líquidos. Além disso, são termogênicos, aceleram o metabolismo.

Amarelo/laranja

Fonte de aminoácidos e ricos em betacarotenos, são fundamentais para a pele e mucosas, visão e imunidade. São exemplos, a mandioquinha, cenoura, abóbora milho e pimentão.

Já as frutas, como laranja, manga, mamão, maracujá e tangerina, são ricas em ácido clorogênico e vitamina B3, mantendo o sistema nervoso saudável. As cítricas amarelas, como abacaxi, contêm hesperidina, com ação anti-inflamatória e antialérgica.

Como vencer a resistência às frutas, legumes e verduras?

Uma das grandes barreiras encontradas pelos pais na hora de colocar as cores no prato é resistência da própria criança. Em geral, elas reclamam do verdinho no prato, têm dificuldades em provar novos sabores e, quando conhecem outras opções de doce, começam a rejeitar as frutas.

Por isso, listamos aqui algumas dicas para te ajudar nessa empreitada de colorir a alimentação do seu filho:

Comece desde cedo a introdução alimentar

A partir dos 6 meses, o bebê é bastante sensorial, se interessa por cores e texturas, explore isso.

Dê o exemplo

Crianças aprendem pelo exemplo, sempre. Por isso adote você também o esquema de cores no seu prato, de quebra, sua saúde é quem ganha com isso.

Traga o alimento para o dia a dia da criança

Leve-o na feira, ensine a escolher os alimentos, convide-o para ajudar na cozinha, desperte o interesse por outros aspectos além do sabor.

Use a criatividade

Muitas crianças, mesmo acostumadas a comer certos alimentos desde pequenas, desenvolvem a seletividade por volta dos 3 ou 4 anos. Use a criatividade e enriqueça outros pratos, como o feijão com beterraba ou o arroz ou macarrão colorido com legumes.

Não desista de oferecer

Essa é, talvez, a dica mais importante, não desista! Para ter certeza que uma criança não gosta de determinado alimento, é preciso oferecê-lo pelo menos 15 vezes. Primeiro, porque todo alimento pode e deve ser preparado de diferentes maneiras. Segundo, porque o paladar dos pequenos muda muito. Por isso, cumpra o seu papel e sempre coloque no prato. Mesmo que eles não aceitem é importante que não se esqueçam que existem outras opções de cores e sabores.

Toda mãe quer oferecer uma alimentação saudável e de qualidade para o seu filho. Usar as 5 cores no prato infantil é uma maneira fácil e prática de fazer isso. Tanto para a mãe não esquecer de nenhum nutriente, quanto para as crianças entenderem a importância de cada alimento.

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